- a fruticultura portuguesa encontra-se em forte expansão internacional;
- é fundamental os produtores associarem-se para ganhar dimensão e dar resposta à procura dos produtos.
A comparação entre os dados estatísticos totais de 2014 (provisórios) e de 2015 (preliminares) publicados pelo INE são elucidativos do êxito dos nossos jovens agricultores. Com uma melhor formação e com uma visão mais económica são capazes de se unirem para ganharem a dimensão necessária para se imporem num mercado mundial onde, a pêra-rocha, se tem destacado. O mesmo sucede, por exemplo, com os pequenos frutos vermelhos, framboesas e mirtilos, exportados para mercados com poder de compra para os consumir. Exportar mais e melhor obriga a ter estratégias, partilhar custos, ser mais profissional, produzir com rentabilidade. Ora, como já sabemos, muitos dos nossos agricultores são pequenos produtores. Para dar resposta à procura internacional é, por isso, indispensável juntar os pequenos agricultores e criar estruturas comuns que facilitem a abertura de mercados. Isso mesmo foi defendido pelo representante da TriPortugal (um ACE - Agrupamento Complementar de Empresas). Quando da sua criação, em 2010, tinha uma carteira de oito clientes estrangeiros. Hoje, conta com vinte e dois. Para além de ganharem dimensão na fileira de produção, a divulgação é o caminho que deve ser percorrido para aumentar a quota de exportação. A presença de stands em encontros internacionais é, portanto, uma exigência. Por exemplo, na Fruit Logística, a maior feira empresarial das frutas e legumes, em Berlim.
https://www.publico.pt/economia/noticia/agricultores-concorrentes-criam-empresas-comuns-para-exportar-mais-1722668