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domingo, 20 de junho de 2021

Oceano Antártico, o quinto oceano

No passado dia 8 de junho de 2021, Dia Mundial dos Oceanos, foi divulgado o reconhecimento mundial do Oceano Antártico como o quinto oceano a juntar à cartografia física da Terra. O Oceano do Sul, mais conhecido como Oceano Antártico, depois de algumas peripécias ao longo de décadas, foi, em 1999, reconhecido pela NOOA - Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. Todavia, só agora foi tornado público pela comunidade científica internacional. Tal aceitação é considerada fundamental para reforçar a a necessidade de conservar uma região onde a pesca industrial tem destruído populações de espécies únicas. Segundo o artigo assinado por Jesslyn Shields na página eletrónica do "howstuffworks" (Como as coisas funcionam) (11.junho.2021), há 5 curiosidades a reter sobre este oceano:

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Stress Hídrico à escala global


O World Resources Institute (WRI), através do projeto Aqueduct, tem vindo a publicar  informação detalhada e quantificada sobre as disponibilidades de água à escala global e regional. Em 6 de agosto de 2019, foi divulgado o mais recente planisfério elaborado a partir de um vasto conjunto de dados sobre 189 países. Do Atlas de Risco da Água do Aqueduct atualizado pelo WRI (que classifica o stress hídrico, o risco de seca e o risco de inundações) sobressai um grupo de 17 países a que é atribuída um stress hídrico "extremamente alto". Sucede que, estes países, cobrem cerca de um quarto da população mundial. Preocupante é o facto da agricultura, a indústria e os municípios destes países estarem a consumir cerca de 80% das águas superficiais e subterrâneas disponíveis num ano médio. Insegurança alimentar, conflitos sociais, migrações e instabilidade financeira

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Dia da Terra 2019

Hoje, dia 22 de abril de 2019, vários são os meios de comunicação que nos alertam para o estado da nossa "Casa Comum". Um dos temas com mais impacto mediático é o da BIODIVERSIDADE. Neste pequeno vídeo, a Google dá-nos a conhecer algumas curiosidades como chamada de atenção para esta problemática. 
Feliz Dia da Terra 2019
Dia da Terra. Planeta perdeu 40% dos animais desde 1970

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Demografia chinesa em declínio "imparável" dentro de 10 anos

Espera-se que a população da China encolha ligeiramente,
mas envelheça significativamente até 2050
 Segundo relatório divulgado pela Academia Chinesa de Estudos Sociais, prevê-se que, no ano de 2065, a população chinesa atingirá 1.172 milhões de habitantes. Se assim for, significará que, em 36 anos - de 2029 a 2065  - haverá uma redução de 18,6% da população total. De facto, a referida instituição considera que a população crescerá até 2029, ano em que registará o número  mais elevado de 1.440 milhões, e, a partir dessa data, entrará em "declínio". Lembremos que, em Portugal, tal percurso já se iniciou e, de modo idêntico,  antevê-se uma perda real do número de habitantes no nosso território (de acordo com cenários traçados pelo INE a população diminui de 10,5 milhões, em 2012, para 8,6 milhões de pessoas, em 2060).

domingo, 11 de novembro de 2018

Tendências demográficas globais: alguns apontamentos

CREDIT Graphic: NTNU
Mais altos, mais pesados, consumindo mais calorias e com maior esperança média de vida ...
São conclusões a que chegaram investigadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Programa de Ecologia Industrial e que surgem no estudo publicado na revista científica EurekaAlert, The Global Source for Science News.  De acordo com o estudo do professor Daniel B. Müller e dos seus colegas Felipe Vásquez e Vita, entre 1975 e 2014, as mudanças que se operaram na população de 186 países mostraram que, em

domingo, 14 de outubro de 2018

Vamos salvar o planeta?

Tony C French
"Vamos salvar o planeta? Parte da solução passa por mudar a alimentação" é o título de um artigo publicado na Vida Extra, do Expresso, em 14 de outubro de 2018, e que nos dá conta das recomendações-chave de um estudo agora publicado na revista Nature, que se segue ao grande relatório sobre a iminência de alterações climáticas irreversíveis, tornado público na segunda-feira. E quais são essas recomendações?

  • Reduzir drasticamente o consumo de carne: 90% menos carne de porco e 75% menos de carne de vaca

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

É possível cativar os jovens para a politíca?

É possível cativar os jovens para a politíca?
O novo tema do Fronteiras XXI, a transmitir, em directo, na RTP3 no próximo dia 17 de outubro de 2018, será:Mudar a sociedade sem política, nem partidos?  Poder-se-á pensar "mas o que interessa à Geografia falar de política"? Eu direi, tudo. Primeiro, porque só podemos exercer uma cidadania ativa se conhecermos os problemas, sociais, económicos e espaciais que afetam o nosso quotidiano e que carecem de resolução na construção de um futuro melhor, de preferência, sustentável. O espaço, de facto, é o palco por excelência da produção geográfica. Todas as gerações que nos precederem foram-no talhando. Compete-nos prosseguir o trabalho que, em qualquer época, será

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Aerossóis no espaço num dia de agosto

Neste planisfério divulgado pela NASA, vemos como, em 23 de agosto de 2018, a atmosfera terrestre apresentava aerossóis de origem diversa. De facto, mesmo que o ar nos pareça limpo de partículas, o certo é que elas se espalham por toda a atmosfera. Ciclones tropicais, tempestades de areia e incêndios são algumas das fontes dos aerossóis que tanto podem ser encontrados no ar sobre oceanos, desertos, montanhas, florestas ou superfícies geladas. Naquele dia, registaram-se enormes nuvens de fumo que se espalhavam pela América do Norte e África, três ciclones tropicais no Oceano Pacífico e grandes nuvens de poeira sobre alguns desertos, por exemplo, o Sahara. Como estão representados os diferentes aerossóis?

sábado, 11 de agosto de 2018

Urtigas, algas, insetos, alforrecas e carapau farão parte do menu

SeaFood_Tomorrow
Na edição de 14 de julho de 2018, no Expresso, Carla Tomás assina a notícia com este título algo espantoso. Urtigas? Insetos? Alforrecas? Não são alimentos vulgares na nossa dieta nacional porém, a sobre-exploração do oceano, a produção intensiva de carne e os efeitos das alterações climáticas estão a exigir a descoberta, ou introdução de hábitos alimentares importados, de novos produtos que possam satisfazer sustentávelmente as necessidades da população mundial. Do texto da notícia destacamos:

sábado, 17 de fevereiro de 2018

IA - Índice de Aglomeração

Fonte - Criação dos autores: Hirotsuga Uchida e
Andrew Nelson
Na apresentação do mapa global da acessibilidade escrevi que, o autor do estudo respetivo, terá usado o IA - Índice de Aglomeração - para identificar as cidades consideradas nos dados que suportaram a cartografia em causa.
O que é este índice? Após pesquisa orientada pelas sugestões da leitura da notícia "Quão longe fica a cidade mais próxima?", deparei-me com um texto do Relatório de Desenvolvimento Mundial de 2009, assinado por Hirotsugu Uchida e Andrew Nelson, com o título Índice de Aglomeração: para uma nova medida de concentração urbana.

sábado, 5 de agosto de 2017

Ninguém sabe explicar muito bem o que está a acontecer na Antártida: os mistérios do gelo

                                             Na edição de 01/08/2017 do Expresso/Multimédia, Luciana Leiderfarb assina o texto de um artigo sobre o imenso bloco de gelo que se desprendeu da plataforma Larsen C. Apesar dos muitos alarmes que apontam para mudanças climáticas associadas ao aquecimento global do planeta, os cientistas que se debruçam sobre este acontecimento hesitam em estabelecer, por enquanto, uma relação direta entre subida da temperatura e degradação da plataforma de gelo, neste caso, na Antártida ocidental.
Depois dos colapsos das plataformas Larsen A (1995) e Larsen B (2002), a plataforma Larsen C era objeto de monitorização pela comunidade científica. Imagens do satélite Sentinel 1 da Agência Espacial Europeia mostravam que algo iria suceder de semelhante. Porém, o desprendimento não era previsível que se concretizasse tão cedo. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 2015-2030

Prosseguindo os esforços iniciados no dealbar do segundo milénio, a ONU - Organização das Nações Unidas - criou novas metas a alcançar até 2030 - os designados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - com a finalidade de:
  • Acabar com a pobreza
  • Proteger o ambiente
  • Promover a prosperidade e o bem-estar de todos

sábado, 28 de janeiro de 2017

Smartphones: como não pagar o trabalho ao preço justo

Cécile Marin, junho de 2015
A propósito do preço de venda de um dos modelos do iPhone da Apple, Cécile Marin assina um trabalho jornalístico "Várias voltas ao mundo antes de deslizar no seu bolso" publicado, em junho de 2015, no jornal francês Le Monde Diplomatique. Analisando as diferentes fases entre a conceção do modelo e a sua chegada ao mercado consumidor, a autora concluiu que a empresa consegue uma margem bruta de pelo menos 69%.
Este é o resultado das vantagens da divisão internacional do trabalho potencializada pela globalização. A existência de matérias primas muito localizadas e as discrepâncias entre os países e o seu grau de capacidade de conhecimento e realização científica e tecnológica são factores que contribuem para a forte especialização do trabalho.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Um mundo de grandes interdependências geográficas: "Itinerário de um fruto tropical"

Agnès Stienne, assina no Le Monde diplomatique (agosto de 2015), um trabalho cartográfico sobre o comércio internacional da banana com base em dados, muitos deles, retirados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) . Segundo a autora "Com uma produção anual de mais de 110 milhões de toneladas, a banana figura entre os frutos mais consumidos do mundo. Se certos países, nomeadamente da América latina, estão especializados na sua exportação, outros há que a cultivam sobretudo para satisfação do seu mercado interno. Assim sucede com a França (via Antilhas), a Índia ou o Brasil que consomem quase todas as bananas que produzem"
Na publicação podemos ver outras cartas deveras significativas como, por exemplo, a que respeita à "Repartição dos custos de uma banana comercializada por uma multinacional"

domingo, 27 de novembro de 2016

"Invasão Chinesa", o que tem de geográfico?

Getty Images
Várias são as opiniões que atribuem à Geografia o papel de charneira, de ciência de síntese, entre factores físicos e humanos. Como ciência do espaço, um espaço ocupado, alterado e organizado pelos grupos sociais que se têm sucedido ao longo dos tempos, é inquestionável que, para conseguirmos explicar a realidade que percecionámos, a interação entre o meio físico e os atores humanos tem que ser evidenciada.
O artigo assinado por Anabela Campos e Isabel Vicente, "Invasão Chinesa", no semanário Expresso nº2299, de 19 de novembro de 2016, permite, no nosso entender, recordar esta posição de charneira da Geografia. De facto, é a posição geoestratégica de Portugal, localizado no canto sudoeste da Europa, que interessa ao governo chinês para ter acesso à Europa e aos países lusófonos, como Angola, Moçambique e Brasil. Mas, a par deste dado espacial, foi fundamental a evolução da economia chinesa nas últimas décadas ao passar do modelo de economia planificada para o modelo de "economia socialista de mercado". 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Canal do Panamá: "O novo atalho entre o Pacífico e o Atlântico"

Rotas comerciais marítimas em 2008 da Global Shopping Traffic
O atual Canal do Panamá é o resultado da "maior ampliação feita desde a inauguração a 15 de agosto de 1914. A construção do terceiro conjunto de eclusas criou uma nova via de tráfego ao longo do percurso e mais do que duplica a capacidade de carga dos navios que podem fazer a travessia. O limite máximo de 13 mil toneladas coloca agora o canal acessível à maior parte da frota mercante mundial" - Helder C. Martins, semanário Expresso, 26/06/2016

sábado, 25 de junho de 2016

"Brexit": cidades (e Escócia) contra os campos (uma perspetiva cartográfica pouco vulgar)

Fonte: Comissão eleitoral britânica

Nesta anamorfose é possível obter uma imagem mais fiel do resultado da votação do referendo britânico sobre a saída ou permanência do Reino Unido na União Europeia realizado em 23 de junho de 2016. Algo diferente do que as previsões apontavam, a figura retrata um país muito polarizado onde, a componente geográfica, destaca a lógica territorial e a demografia na distribuição dos votos:
  • Londres, a capital, aqui destacada pela proporcionalidade do número de eleitores, votou maioritariamente pela permanência na UE;
  • Inglaterra, fora da capital, mais idosa, mais campesina e com áreas industriais deprimidas, votou pela saída - "Brexit";
  • Na costa leste a votação traduziu os resultados antes alcançados, nas últimas eleições, pelo UKIP - Partido para a Independência do Reino Unido;
  • Escóssia (um vasto território, aqui, reduzido ao peso do seu número de votantes) e Irlanda do Norte (um pequeno espaço a norte da ilha da Irlanda), territórios periféricos, votaram maioritariamente pela permanência - "Remain".
  • A análise dos votos mostrou que os mais urbanos, os mais jovens e os escoceses (razões históricas?) foram os que escolheram manter-se na União e usufruir das vantagens de circulação do mercado livre.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Visto do espaço, o planeta parece doente e muito, muito frágil


Na sua edição de 12/02/2016, o semanário Expresso dedica este artigo ao astronauta Scott Kelly, o mais experiente dos Estados Unidos da América e o que se encontra há mais tempo em órbita - 501º. Para além dos vídeos colocados no Twitter, Scott tem publicado muitas fotos sobre o nosso planeta e, também, textos. Por exemplo, afirma:

"Eu diria que partes da Ásia e da América Central parecem doentes. Quando olhas para elas desde o espaço, estás a olhar através de uma camada de poluição", explica, defendendo que a atmosfera da terra parece "muito, muito frágil e fina".

domingo, 17 de janeiro de 2016

Novas (e velhas) utopias da humanidade

Ana Cristina Pereira e Francisco Lopes são os autores deste artigo disponível no espaço multimédia do jornal Público. Recordemos que, no início deste milénio, as Nações Unidas tinham elaborado o primeiro conjunto de propósitos a alcançar entre 2000 e 2015. Sobre os Objetivos  de Desenvolvimento do Milénio, concluiu-se, já, que, apesar dos sucessos conseguidos pontualmente, muitas das metas não foram atingidas. Daí, ser imperioso prosseguir com ações que conduzam o Mundo no sentido da diminuição das assimetrias entre os diferentes povos.
Novas (e velhas) utopias da humanidade - 1 janeiro 2016 a 31 dezembro 2030
Objetivos de Desenvolvimento do Milénio

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Meteorologia. O tempo deve estar louco

O Rio Foss em York, efeito do transbordo das margens
Artigo do Observador de 29/12/2015 sobre as anomalias que o tempo tem mostrado em várias latitudes: cheias no Reino Unido, ausência de neve nos Alpes, cheias na América latina, incêndios na Austrália, temperaturas excepcionalmente elevadas para a época. Uma seleção de 14 fotos elucida algumas destas situações.
http://observador.pt/2015/12/29/meteorologia-tempo-deve-estar-louco/
 

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