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terça-feira, 16 de julho de 2024

População atinge número recorde com a imigração

Contrariando todas as projeções, a população no país tem vindo a crescer e não a encolher. Somos hoje 10,6 milhões, o maior número em décadas, devido à imigração, já que desde o final de 1990 que Portugal não consegue substituir as suas gerações. Mas estamos cada vez mais velhos: há 186 idosos por cada 100 jovens, fazendo do país o 4º mais envelhecido do mundo.
Mais um contributo da FFMS para melhor entendermos a situação demográfica do país. Da autoria de Alda Botelho Azevedo, o texto incorpora um link que acede a um retrato do perfil da população portuguesa.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

«Desde 1990 que o crescimento da população em Portugal se deve à imigração»

As migrações, fenómenos tão presentes quanto o desenvolvimento e a evolução das sociedades, têm origem numa diversidade de fatores  responsáveis por mudanças inegáveis. Sendo movimentos populacionais que acompanham os acontecimentos que condicionam a vida da "Nossa Terra Comum", causas como a procura por condições climáticas mais favoráveis, trabalho e um nível de vida

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Atlas da Emigração Portuguesa

Atlas da Emigração Portuguesa, da autoria de Rui Pena Pires, Inês Vidigal, Cláudia Pereira, Joana Azevedo e Carlota Moura Veiga,  investigadores do Observatório da Emigração, é um estudo editado pelo Mundos Sociais, em Outubro de 2023. Trata-se de uma publicação de grande utilidade para melhor compreendermos este fenómeno e os reflexos que, desde há séculos, se fazem sentir na nossa evolução demográfica:

A emigração é, em Portugal, um fenómeno de longa duração e grande amplitude que teve, no século XXI, um novo crescimento. Entre 2001 e 2020, terão saído anualmente de Portugal, em média, mais de 75 mil

domingo, 4 de junho de 2023

Imigração e Demografia

 O capítulo 4 do Relatório Estatístico Anual 2022, da Coleção Imigração em Números, uma publicação da responsabilidade do Observatório das Migrações, está dedicado à Imigração e Demografia. São 14 páginas (pg.62 a pg.75) onde é escalpelizada a relação entre estas duas temáticas. Exemplos de algumas frases retiradas das primeiras páginas dedicadas a esta interação:

  • Há um conjunto de fatores ou componentes que condicionam a evolução numérica das populações, a sua dispersão e a sua estrutura etária ... os nascimentos, os casamentos, os óbitos e as migrações. 
  • Os nascimentos acrescentam a população e rejuvenescem-na 
  •  Os óbitos subtraem à população e podem envelhecê-la ou rejuvenescê-la conforme as idades em que a mortalidade tenha maior incidência.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

"Portugal Regional: um país, duas realidades"

NUT III – Relação área / população residente 2014 (Fontes: INE; DGT, CAOP 2015) 
Portugal é um país dicotómico, a duas velocidades, revelando uma complexidade e uma dinâmica que ultrapassa uma simples assimetria. Nos cerca de 89 000 km2, é surpreendente:
  • a diversidade geográfica do país
  • um norte montanhoso e um sul plano
  • um clima essencialmente mediterrânico, ainda que com algumas diferenças sobretudo nas altitudes mais elevadas
  • o curso dos três rios  

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Os desafios da segurança social

No próximo dia 12 de Abril de 2019, a parceria FFMS (Fundação Francisco Manuel dos Santos) e a RTP 3, irá proporcionar mais um debate sobre um tema de enormíssima pertinência para a população portuguesa. São vários os testemunhos que apontam para dois graves problemas que estão a afetar a nossa sociedade: a baixa natalidade e o envelhecimento. Como sabemos, compete ao Estado criar os apoios sociais indispensáveis. Mas se estamos a envelhecer e a população ativa também é cada vez menos jovem, que Desafios para a Segurança Social se colocam? O Futuro das Pensões Sociais vai ser, então, o novo tema em debate.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Pirâmides Etárias, de Portugal e do Mundo, de 1950 a 2100


Mais uma fonte de estatísticas - PopulationPyramid.net - que nos permite acompanhar, com gráficos interativos, como têm evoluído, quer a população mundial, quer cada um dos países, entre 1950 e a atualidade e, ainda, o que se prevê que vá ser o processo demográfico até 2100. Vejamos, por exemplo, a pirâmide etária da população portuguesa relativa ao ano de 1950 mostra-nos um modelo populacional jovem, de base larga e topo estreito: natalidade e fecundidade elevadas e esperança média de vida mediana. Apesar destas caraterísticas, encontrámos classes ocas, como é o caso do grupo quinquenal 30-34 anos. Quando nasceram os que, em 1950, tinham entre 30 e 34 anos? Exatamente, entre 1920 e 1916, um período que foi marcado por acontecimentos como Primeira Grande Guerra (1914-18) e a Gripe Pneumónica (1918-19) que dificultaram as condições de vida da população portuguesa. Já na

domingo, 19 de agosto de 2018

População muito idosa duplicou em duas décadas

Fonte de dados: Boletim Mensal de Estatística - Junho 2018
Alexandra Campos (edição Público de 27/agosto/2017) assina um artigo de cariz demográfico que reforça a constatação, não só, do envelhecimento populacional mas, também, do agravamento da longevidade. Aliás, os dados mais recentes mostram que a tendência consolida-se por força do baixo número de nados vivos e os valores negativos dos saldos naturais mensais (como se aprecia no gráfico ao lado). A análise dos gráficos que acompanham o artigo citado já nos demonstravam o quanto temos envelhecido por força das quebras da natalidade e da fecundidade, por um lado, e do aumento da esperança média de vida, pelo outro lado. 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Sabia que ... Desde 1890 a demografia portuguesa mostra que:

censosdeportugal.blogspot.com
Sabia que, em ...

  • 1900, por cada 100 habitantes havia 34 crianças com idades entre os 0 e os 14 anos
  • 2011 esse número tinha descido para 15
  • 1900 por cada 100 habitantes havia 6 idosos com 65 ou mais anos
  • 2011 esse número tinha subido para 19.
Sabia, ainda, que ...

  • a partir dos anos 60 do século passado, o número de jovens com idade até aos 24 anos tem vindo a diminuir drasticamente, e que essa quebra ultrapassa os 1,3 milhões nos últimos 30 anos?

Dia Internacional da Juventude

Cada vez menos jovens_Sapo24
No dia 12 de agosto comemorou-se, em Portugal, mais um Dia Internacional da Juventude, este ano subordinado ao tema "O caminho para 2030: erradicar a pobreza e alcançar o consumo responsável". Genericamente, na Europa como em Portugal, os dados estatísticos traçam um quadro preocupante dos nossos jovens. Lendo a notícia que acompanha a imagem ao lado, concluimos que:
  • Há uma diminuição significativa dos mais novos em Portugal, de crianças mas especialmente de jovens
  • Comparando 2001 com 2015 verifica-se que no ano passado havia menos 203.655 crianças (0-14 anos) e menos 604.703 jovens

sábado, 16 de junho de 2018

População portuguesa em 2017

Em 15 de junho de 2018, o INE divulgou um destaque intitulado "A redução da população residente atenuou-se - 2017". 
Para além do texto e gráficos sobre a evolução demográfica nos últimos 10 anos (2007/2017), o artigo faz, também, referência a cenários que antecipam o ritmo demográfico até ao ano de 2080. Ora, tal como vemos nos gráficos selecionados:
  • "No futuro, mantém-se o agravamento do envelhecimento demográfico"
  • "Portugal poderá perder população até 2080"
  • "A população pode passar dos atuais 10,3 milhões para 7,7 milhões de residentes"
  • "A população ficará abaixo do limiar de 10 milhões de habitantes em 2033 (9 980 924)".

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Medidas natalistas para combater o envelhecimento

Ilustração PAULO BUCHINHO
Há já bastante tempo que o envelhecimento é considerado um problema para a sustentabilidade da segurança social. Sabemos, também, que o aumento da esperança média de vida é o triunfo das melhorias das condições de vida das populações. O que é grave é que, enquanto estes dois fatores aumentam, a natalidade e a fecundidade diminuiem e a renovação de gerações deixou de estar assegurada. O que fazer para contrariar? Algumas medidas foram sugeridas pelo líder do PSD num  considerado arrojado pacote de incentivos diretos à natalidade - uma nova "política para a infância", tais como:

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

"Dúvidas sobre migrações em Portugal? Aqui ficam 13 perguntas e respostas"

Dentro do projeto Fronteiras XXI, um dos temas  tratados respeitou às migrações. Para além do debate televisivo, numa parceria entre a FFMS e a RTP3, a Fundação partilha um conjunto de documentos - infografias, vídeos, textos - criteriosamente escolhidos. 
As 13-perguntas e respostas  sobre as migrações constituem um texto elucidativo, objetivo e interessante de ler.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Envelhecimento em Portugal

"As estatísticas confirmam: este país é para velhos"
Manuel Villaverde Cabral e Pedro Moura Ferreira são os autores de um  estudo publicado pela FFMS - Fundação Francisco Manuel dos Santos - sobre "ENVELHECIMENTO ACTIVO EM PORTUGAL, Trabalho, reforma, lazer e redes sociais".  Na introdução deste trabalho podemos ler uma frase que, de forma breve, sintetiza o que representa este fenómeno: 
O envelhecimento é um dos problemas cruciais do século XXI. 
Um problema que afeta muitos outros países. Como dizem, também, os referidos autores as sociedades desenvolvidas transformaram-se em sociedades envelhecidas.
Isso mesmo é evidenciado, igualmente, pela observação dos mapas demográficos europeus revelados em artigo do jornal Dinheiro Vivo: em 2014, só o Chipre, a França e a Itália apresentavam uma população de idade média superior a Portugal e, em onze dos 28 Estados Membros, a média etária era superior à média comunitária, 42,2 anos.

sábado, 20 de maio de 2017

Portugal precisa de mais imigrantes para não encolher

Fonte - FFMS

Na edição de 18/05/2017 do jornal Público, Joana Gorjão Henriques assina um artigo de opinião a propósito do lançamento do estudo sobre Migrações e Sustentabilidade Demográfica, perspectivas de evolução da sociedade e economia portuguesas. Entre as várias afirmações curtas que se destacam no texto selecionei as seguintes:

  • Se fechasse as portas à imigração, o país perderia 2,6 milhões de pessoas até 2060
  • Portugal vai ter quebra de 40% de população jovem até 2060
  • Para Portugal manter a população de 10,4 milhões seria preciso um saldo migratório positivo de 2,2 milhões até 2060
  • Migração de substituição define-se “como o volume de migrantes necessário para compensar o decréscimo do saldo natural da população (diferença entre nascimentos e óbitos) e evitar a progressão do declínio e envelhecimento populacional”

“Seria um suicídio demográfico se Portugal fechasse fronteiras”

LUÍS BARRA - imagem sugestiva do papel histórico do país
como local de partida para todo o mundo e de chegada de 
povos oriundos dos quatro cantos do globo
O sociólogo João Peixoto (SOCIUS/ISEG - Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações/Instituto Superior de Economia e Gestão), coordenador do estudo "Migrações de substituição e sustentabilidade demográfica: perspetiva de evolução da sociedade e economia portuguesas", em entrevista ao Expresso (edição de 19/05/2017) assinada pela jornalista Raquel Albuquerque e pelo infográfico Carlos Esteves, afirma que Apostar em políticas para manter o país atrativo para os imigrantes e para o regresso de portugueses é parte do caminho  para colmatar o declínio populacional do nosso país consequência da baixa natalidade, da fraquíssima fecundidade e do forte envelhecimento.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Que mapa da população mundial se prevê em 2050?

Revista Montepio, Outono 2016
Com o título "A Encruzilhada da Longevidade", Rita Vaz Silva (Revista Montepio), escreve sobre a problemática gerada pelas tendências demográficas atuais, quer a nível mundial, quer a nível de Portugal. Com um cenário real de aumento da longevidade inquestionável, as preocupações socioeconómicas e políticas que se colocam suscitam uma miríade de interrogações quanto ao futuro e ao modo como solucionar os problemas para os quais, "até há pouco tempo", não nos confrontávamos. Citando a referida autora:
  • A esperança média de vida pouco se alterou entre o aparecimento do homem moderno, há 200 mil anos, e a primeira metade do século XX.
  • Durante milénios, os seres humanos viveram, em média, 35 a 45 anos.
  • Em 1950 ... a esperança média de vida à nascença, a nível global, era de 48 anos. Atualmente, é de 71 anos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O envelhecimento em Portugal

Como se pode verificar no planisfério demográfico da figura 1, Portugal integra-se no grupo de países que regista dos mais baixos valores do índice de fertilidade em 2014. Em contrapartida, o continente africano destaca-se por, na maioria dos seus países, se observarem os maiores valores deste índice. Será, então, correto atribuir-se uma correlação direta


Fig.1 - Distibuição mundial do Índice de Fertilidade por país (2014)
(Fonte: Supaman89 - Obra do próprio – updated per The World FactBook (CIA)
 - https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/fields/2127.html
 entre crescimento económico, grau de desenvolvimento humano e índice de fertilidade. Sem considerarmos factores como costumes, religião ou etnia,

sábado, 11 de fevereiro de 2017

NASCER EM PORTUGAL

A Fundfação Francisco Manuel dos Santos - FFMS - disponibiliza abundante informação sobre os problemas que mais afetam a sociedade portuguesa. Neste estudo, Nascer em Portugal, temos a oportunidade de aceder a diversas opiniões sobre a situação da natalidade em Portugal, a par de informação digital em gráficos animados e, ainda, num mapa de Portugal que mostra as assimetrias espaciaias que marcam o nosso território. Há, também, a possibilidade de fazer downloads de vídeos e estudos publicados pela FFMS.
A problemática demográfica tem estado presente nos discursos de políticos, demógrafos, jornalistas, professores ... e de todos os que se preocupam com o forte envelhecimento populacional.
A natalidade em Portugal nas últimas décadas. Porquê?

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Esperança de vida mais elevada à nascença no Centro e aos 65 anos no Algarve


 Esperança de vida à nascença, NUTS III, 2013-2015, INE

O INE (Instituto Nacional de Estatística), publicou em 30 de setembro de 2016, um Destaque sobre a análise e conclusões extraídas das Tábuas de Mortalidade do triénio 2013-2015. No resumo pode-se ler:
 

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