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terça-feira, 13 de setembro de 2022

ex-Danielle (Set/2022)

Imagem de satélite (interativo no original)
Após um verão extremamente seco e com ondas de calor sufocantes eis que chegaram as primeiras grandes chuvadas a antecederem o Outono. Apesar do ciclone tropical não ter atingido diretamente qualquer das parcelas do país, o certo é que se registam as consequências da sua passagem. Nas imagens selecionadas e retiradas do tempo.pt METEORED pode-se ver o "olho" do ciclone posicionado a oeste de Portugal Continental e, a 13 de setembro, a noroeste. Clicando no menu em SATÉLITES tem-se acesso a imagens animadas, deveras interessantes, onde, além de acompanhar a evolução do

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Efeito "barreira de condensação"

"Parece neve mas não é (...)"
.Meteo Trás os Montes - Portugal publicou na sua página do Facebook, no passado dia 28 de agosto de 2021, um conjunto de fotos reveladoras de um fenómeno meteorológico que ocorre, com frequência, na Barreira de Condensação, aquele conjunto de montanhas cuja orientação geográfica é concordante com a orientação da linha de costa minhota. Em consequência deste "paralelismo", as encostas expostas à influência dos ventos que sopram de oeste para este, do mar em direção ao interior, usufruem de muita mais humidade e precipitação, o que provoca forte contraste entre o Norte Litoral, mais húmido e chuvoso e o Norte Interior, mais seco. Para além do Meteo Trás os Montes - Portugal, onde são vários os contributos que podem ser apreciados, também o jornal O MINHO, no dia 29, dedicou uma página à

sexta-feira, 16 de julho de 2021

O tempo que faz, 16/07/2021

 O IPMA , Instituto Português do Mar e da Atmosfera, fornece informação variada que pode e deve ser explorada, nomeadamente, no âmbito do estudo da Geografia. Hoje, dia 16 de julho de 2021, o IPMA, através de imagens, algumas delas animadas, aponta para as razões do tempo extremamente quente e seco que se faz sentir em Portugal Continental. Como a imaem de satélite mostra, não existe qualquer nuvem praticamente sobre toda a Peníns ula Ibérica e noroeste do Norte de África, ausência associada à presença de uma massa de ar tropical, quente e seca, transportada por um anticiclone. Nos mapas seguintes, pode-se constatar a influência da latitude na Europa Ocidental e no Atlântico

domingo, 26 de maio de 2019

Subida do mar ameaça 150 mil portugueses: a vulnerabilidade costeira

No semanário Expresso, na edição de 24 de maio de 2019, Carla Tomás assina um artigo sobre os perigos que a orla costeira continental arrisca se, tal como parece estar a suceder, continuar a subir o nível médio do mar. O tema é tão importante a diferentes escalas geográficas que, investigadores e decisores de todo o mundo vão debater em Lisboa a adaptação às alterações climáticas. Efetivamente, desde estudiosos até cidadãos ribeirinhos, aqueles baseados em dados científicos, estes habituados a comprovar in loco as mudanças vivenciadas em parcos anos, relacionam as oscilações do nível médio do mar com as mudanças climáticas e a ocorrência de fenómenos extremos. Temperatura do ar, pluviosidade, geologia costeira, formações rochosas e ações atróficas são os fatores que mais diretamente

Dióxido de nitrogênio na Europa

Onde se forma mais dióxido de nitrogénio na Europa
Em 16 de maio de 2019, a Agência Espacial Europeia (ESA) disponibilizou informação detalhada sobre os locais europeus onde há maior concentração de dióxido de nitrogénio, localização assente em medições recolhidas pela missão Copernicus Sentinel-5P entre abril de 2018 e março de 2019. Dos diversos poluentes que respirámos, o dióxido de nitrogénio tem efeitos prejudiciais já fortemente evidenciados em áreas urbanas. É um problema global de saúde ambiental que afeta os

Europa sem nuvens

Europa sem nuvens. Vista do Sentinel-3
Nesta imagem capturada do planisfério publicado pela ESA (European Space Agency), em 22 de maio de 2018, constatámos as diferenças na cobertura vegetal do território peninsular. O mapa foi elaborado por cenas captadas pelo satélite Sentinel-3A entre 1 de março e 30 de julho de 2017 e mostra os contrastes entre o verde que se conserva mesmo no verão e as áreas onde a secura predomina nesta mesma época do ano. Que influências se destacam nesta distribuição? A latitude, a altitude, a continentalidade e, obviamente, a interferência humana nas alterações da paisagem. Ainda recentemente a comunicação social relatou a presença de um urso no parque nacional Peneda-Gerês e

terça-feira, 26 de março de 2019

O tempo em 26 de março de 2019

Da informação disponibilizada pelo IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera - constam mapas dinâmicos que nos permitem ver, em animação, o que se passa na troposfera quanto ao comportamento de alguns dos elementos de clima no tempo que se faz sentir num dado momento: temperatura, vento, pressão atmosférica, por exemplo. A imagem ao lado , vista na página do IPMA, mostra a direção do vento cerca das17h30m do dia 26 de março de 2019, um dia onde se registaram já varios focos de incêndio. O que não admira dado estarem reunidos três fatores propícios: temperatura elevada para a época, falta de precipitação (0%) e humidade relativa baixa o que implica vegetação muito seca. No mapa

domingo, 14 de outubro de 2018

"Sting Jet" associado ao Leslie (14.outubro.2018)

A letra “B” identifica a localização aproximada do centro da depressão.
 A seta a vermelho identifica o posicionamento do sting jet após
ter afetado a região de Figueira da Foz.
Segundo informação disponibilizada pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), a rajada de cerca de 176 km/h registada na estação de Figueira da Foz/Vila Verde no dia 13 de outubro de 2018 foi provocada por um fenómeno designado por sting jet. Trata-se de um fenómeno metereológico que consiste numa forte corrente descendente que, por vezes, se desenvolve no bordo oeste de depressões extratropicais, podendo alcançar a superfície. A designação de sting jet decorre do facto de a assinatura deste fenómeno em imagens de satélite e radar (imagem ao lado) se assemelhar à da cauda de um escorpião (sting).

domingo, 12 de agosto de 2018

Douro tenderá a deslocar vinha para zonas altas devido às alterações climáticas

ELZA AUER/GETTY
Na edição de 19 de julho de 2018, o Expresso publicou a notícia oriunda da LUSA e que foca  as preocupações dos produtores vinícolas e autoridades da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), a qual representa 19 municípios. Reunidos em Tabuaço, apresentaram o Plano de Ação Intermunicipal para as Alterações Climáticas no Douro (PAIAC Douro) que aponta para formas de adaptação como resposta às alterações climáticas que já se fazem sentir. De facto, 
  • As projeções climáticas apontam para uma diminuição da precipitação média anual no final do século XXI nos países do Sul

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Contraste Norte/Sul, uma situação de tempo recorrente

Oceano Atlântico
Nesta imagem de satélite relativa às 9h do dia 15/02/2018, podemos observar a disposição das massas de ar que afetavam parte do Oceano Atlântico e, em especial, o tempo que se fazia sentir em Portugal Continental:

  • uma massa de ar polar localizada a latitudes superiores a cerca de 41º N (mais ou menos a separar o Norte e Centro do país da região Sul) e que parece estar centrada na Islândia;
  • uma massa de ar tropical seca a abranger, nomeadamente, a Região Autónoma da Madeira indiciada pela ausência de nuvens;
  • uma massa de ar tropical húmida que se estende mais a Sul e que atinge, por exemplo, o Sul de Marrocos, o Saara Ocidental e parte da Mauritânia.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Seca nos países ibéricos uma realidade consistente

Mapa 1 - Ano hidrológico 2013-14, ligeiramente seco
(4% menos de precipitação do que a média)


 Dois mapas publicados pelaAgência Estatal de Meteorologia  (Espanha) revelam as consequências da seca no coberto vegetal. Com a aplicação do Índice NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) e imagens captadas via satélite é possível percebermos a extensão da redução da vegetação.
O NDVI calcula-se usando valores da radiação refletida a partir de materiais vegetais - NIR (Near Infrared, isto é, infravermelho refletido) - e a chamada Radiação de Infravermelho próximo.
As imagens captadas pelo satélite NOAA-19 permitem verificar com precisão as áreas com maior e menor presença de vegetação dada a capacidade desta reflectir a radiação do infravermelho próximo.
Os mapas 1 e 2, mostram um agravamento da carência de cobertura vegetal na Península Ibérica com o aumento da extensão das manchas castanhas próprias da ausência de coberto vegetal. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A seca em Portugal, os recursos hídricos e a actividade agropastoril



MONITORIZAÇÃO AGROMETEOROLÓGICA E HIDROLÓGICA, 30/09/2017
De acordo com o IPMA, no período de tempo entre 1945 e 2017, a extensão territorial, em percentagem, nas diferentes classes de seca calculadas pelo índice PDSI (situação a 30 de setembro), houve três anos em que a seca foi mais marcada no respetivo mês de setembro: 1945, 2005 e 2017. Comparando os valores nesses três meses, aquele em que a seca severa atingiu maior expressão foi, sem dúvida, o mês de setembro de 2017.

domingo, 12 de novembro de 2017

Seca em Portugal, uma prova das alterações climáticas

IPMA - Um anticiclone persistente a afetar a península
A imagem ao lado foi capturada na página eletrónica do IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera -, hoje, 12 de novembro de 2017, e revela-nos a razão da persistência temporal da seca que, de modo muito grave, está a afetar o nosso território. As notícias que os diversos meios de comunicação vão divulgando corroboram duas evidências que são perceptíveis, quer de forma empírica - qualquer um de nós se espanta com o tempo que faz - quer pelos dados estatísticos que são disponibilizados. Por exemplo, se consultarmos o Resumo Climático do mês de outubro do IPMA, podemos consultar gráficos e um mapa de Portugal Continental que apontam para um mês de outubro:

sábado, 8 de julho de 2017

Quase 80% de Portugal continental encontrava-se, em junho, em situação de seca severa e extrema.

Após a divulgação do Boletim Climatológico - Junho 2017, pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), vários orgãos de comunicação têm sublinhado um facto preocupante para, principalmente, os nossos agricultores e criadores de gado: o território de Portugal continental encontra-se                                                                                                                  na sua quase totalidade, em situação  de seca severa. Trata-se de uma carência de precipitação que, associada às elevadas temperaturas tem incidências em diferentes campos da nossa vida coletiva, desde a agricultura à alimentação das reservas de água nas albufeiras.
A leitura do citado boletim permite-nos recordar que, ao longo dos últimos 86 anos (1931-2017), a variabilidade das temperaturas e da precipitação é uma certeza e está na origem de episódios de seca com uma certa frequência.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Cuidado: baralharam o clima!

Gonçalo Rosa da Silva
Na edição da Visão, de 15 de janeiro de 2016, os jornalistas Sara Sá e Luís Ribeiro, assinam um interessante artigo sobre um dos temas preocupantes para a Humanidade, as alterações climáticas. O texto compõem-se de uma introdução onde é feita referência ao fenómeno El Niño e de um conjunto de perguntas e respostas bem selecionadas.
http://visao.sapo.pt/atualidade/2016-01-15-Cuidado-baralharam-o-clima?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2016-01-15

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Seca deste Verão já é a segunda pior dos últimos 70 anos

Só em 2005 e 2012 o fenómeno teve dimensões tão preocupantes
 como agora. Foto - 
Rodrigo Cabrita
Kátia Catulo, é autora do texto desta notícia na edição de 04/09/2015 do jornal i, onde salienta o prolongamento da seca que está a afetar o nosso território continental e, especialmente, a produção agropecuária.
De acordo com o BOLETIM CLIMATOLÓGICO MENSAL – Agosto de 2015, do INE, 
  " Em 31 de agosto 24 % do território estava em situação de seca fraca a moderada e 74 % do território estava em situação de seca severa a extrema. 
A situação de seca meteorológica, em 31 de agosto de 2015 quanto à área afectada nas classes de seca severa e extrema (74 %), é a 2ª mais grave dos últimos 70 anos (100 % em 2005 e 73 % em 2012)" .

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Julho estende seca “severa” ou “extrema” a 80% do país

Ricardo Garcia é o autor desta notícia (edição de 06/08/2015, Público) sobre a seca que está a afetar o Continente desde o mês de dezembro e agravada pelos calores do estio. Partindo dos dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o texto permite retirar as seguintes informações:

  • A seca meteorológica é um indicador que conjuga os valores de temperatura, precipitação e quantidade de água no solo.
  • Das 60 albufeiras monitorizadas pela APA - Agência Portuguesa do Ambiente - só 3 estão com reservas abaixo de 40% da sua capacidade máxima.
  • As barragens maiores, como Alqueva a 77% e Castelo de Bode a 80%, estão razoavelmente cheias.
  • As bacias hidrográficas do Lima, Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadiana apresentaram valores abaixo da média para o mês de julho.
  • A média da temperatura em Mirandela (Norte Interior), Reguengos de Monsaraz, Amareleja e Mértola (Alentejo interior) atingiu em todos os dias de julho mais de 30ºC.
  • Em Mirandela, Guarda, Portalegre, Évora e Mértola houve, em julho, ondas de calor de 6 dias.
  •  Elevadas temperaturas e baixa humidade relativa têm favorecido a ocorrência de fogos florestais.
http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/julho-estende-seca-severa-ou-extrema-a-80-do-pais-1704246

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Península Ibérica a ser arrefecida pelo Sahara

A notícia publicada pelo "Observador" (30/04/2015) relata as conclusões a que chegaram cientistas ibéricos após terem estudado as consequências da intrusão da poeira oriunda do deserto do Sahara e do papel desempenhado pelos aerossóis do deserto. O estudo foi levado a cabo em Badajoz e em Évora, em Agosto de 2012.

sábado, 11 de abril de 2015

Clima de Portugal continental, outra perspetiva


Fig.1
Fig.2
No Fórum do www.meteopt.com, "stormy - Cumulonimbus" (identificação de um participante no fórum) refere que, nos anos 80 do século XX, foi realizado um trabalho de bioclimatologia por investigadores do Centro de Estudos Geográficos, da FLUL - M.J. Alcoforado, M.F.Alegria, A.R.Pereira e C.Sirgado - intitulado Domínios Bioclimáticos. Neste estudo encontrámos a descrição das diferenças regionais climáticas do país continental (fig.1). Tal diferenciação foi obtido a partir da aplicação do Índice Xerotérmico de Gaussen, uma fórmula que permite identificar os dias considerados biológicamente secos (P<2T). Lembremos que esta relação matemática é a que usámos para calcular os meses secos e o período seco estival .
Para "stormy - Cumulonimbus"  melhorar-se-á a diferenciação traçada se se considerar o contraste entre o litoral norte e centro e o interior norte e centro (fig.2).

Portugal Continental em situação de seca meteorológica fraca a moderada

Alentejo, uma das duas regiões onde se verifica seca severa
 
ENRIC VIVES-RUBIO
De acordo com a notícia da Lusa - Agência de Notícias de Portugal, S.A. - o Público refere, na edição de 10.Abril..2015, que mais de 90% do território continental está em situação de seca meteorológica fraca a moderada e 7% do território encontra-se, mesmo, em seca severa.
Estes dados foram divulgados pelo IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera - no seu boletim climatológico mensal de Março. Segundo os dados coletados pelo IPMA, 25,5% do território regista seca fraca, 67,3% está em seca moderada e, os restantes, 7,2%  em seca severa.

 

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