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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

"Seca no Algarve: uma catástrofe anunciada"

A falta de água no Algarve já é crónica e irá agravar-se nas próximas décadas. «É uma catástrofe anunciada», explica nesta entrevista Maria José Roxo, especialista em desertificação e mudanças climáticas. O Governo anunciou reduções na utilização de água, mas mais do que cortes paliativos, são precisas medidas estruturais para o Algarve, num conjunto de soluções que consigam preparar o futuro, defende. 

quinta-feira, 3 de março de 2022

Seca, um fenómeno recorrente, intermitente e espacialmente localizado

 

Vilarinho de Negrões (Público)
Ouve-se falar de SECA, um fenómeno

  •  recorrente (como um organismo vivo, o planeta  Terra sofre mutações, as que observamos diretamente, as que os meios de comunicação nos relatam, as que os estudiosos do "passado" - geológico, paleontológico, histórico - concluem das suas pesquisas)
  • intermitente (há lugares onde, a seca, não é permanente e alternam com anos menos áridos ou mesmo húmidos; há outros que, no curto período de vida humana, mesmo que centenária, são identificadas como desérticas, sem água)

sábado, 4 de julho de 2020

Como podemos evitar uma crise de escassez de água em Portugal?

O destino da nossa água
Na edição da natgeo.pt , de 22 de junho de 2020, foi incluído um artigo, patrocinado, sobre o grave problema da escassez de água no nosso país que, se atualmente afeta diretamente algumas áreas do sul e interior, tende a alastrar-se a uma superfície mais significativa do território. Da autoria de Jon Heggie, o texto é um sério alerta para todos nós e deve merecer uma reflexão ponderada. Para além de um pequeno vídeo - "O DESTINO DA NOSSA ÁGUA" - e de uma galeria de fotos, o conteúdo possibilita, igualmente, algumas ligações

segunda-feira, 26 de março de 2018

Água. Num mundo cada vez mais árido, a água vai perdendo terreno

Segundo o World Resources Institute, Espanha ocupará o 32º lugar e
 Portugal o 44º lugar,  num total de 161 países classificados quanto ao
stress hídrico. Na sucessão de mapas da península é notório o
agravamento que se perspetiva para as bacias dos rios Guadiana e Tejo.
Na edição de 22 de março de 2018 do Público, na passagem de mais um Dia Mundial da Água, Cátia Mendonça, infografista, e Claudia Carvalho Silva, jornalista online, assinam uma  infografia sintética , muito interessante e bastante documentada  sobre a problemática da água . Começando pela referência aos 70% da superfície terrestre cobertos por água e aos reduzidíssimos 2,5% de água doce existentes no mundo, as autoras recordam que:

terça-feira, 13 de março de 2018

Projeto Tejo: um megaempreendimento para garantir água para a agricultura

Projeto Tejo - Aproveitamento Hidráulico de Fins
Múltiplos do Tejo e Oeste
Vítor Andrade (texto), Carlos Esteves e Jaime Figueiredo (infografia) assinam , na edição de 24 de fevereiro de 2018, do caderno de Economia do semanário Expresso, o artigo Agricultores querem "Alqueva" no Ribatejo. Como o título sugere, o texto refere-se à problemática da seca e da carência de água, nomeadamente, para permitir a continuidade da atividade agrícola na área em causa. A variabilidade da precipitação em Portugal e as tendências que se vêm a manifestar de redução da precipitação e do aumento da temperatura, em especial, nas regiões mediterrâneas, justificam que, quem pensou neste assunto, tenha imaginado soluções de médio e longo prazo abrangendo não apenas o setor agrícola mas, também, outras vertentes económicas e, consequentemente, sociais.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A agonia do Tejo


"El País" disponibiliza um conjunto de documentos visuais sobre os graves problemas que afetam o maior rio peninsular, o Tejo.Há imagens de uma secção do curso superior, entre Cuenca e Guadalajara, que revelam os excepcionais valores naturais de uma área pouquíssimo humanizada, há imagens que revelam os efeitos da seca extrema no leito do rio, como ruínas que foram submersas com a construção das barragens, edifícios que foram abandonados há décadas atrás em consequência do transvase Tejo-Segura, há, ainda, imagens chocantes da poluição fluvial e da contaminação das águas em resultado da elevada concentração de população e atividades económicas na Comunidade de Madrid e áreas limítrofes.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Maior complexo de barragens do país nasce no Tâmega

Com texto de Miguel Prado e infografia de Jaime Figueiredo, o Expresso (edição 08/fevereiro/2017) noticia a construção de novas barragens hidroelétricas, pela empresa Iberdola, na região do Tâmega. Este acontecimento divide opiniões entre os promotores dos empreendimentos que argumentam que as barragens permitem ao país explorar um recurso endógeno e travar a importação de combustíveis fósseis para a produção de eletricidade (como carvão e gás natural) e aqueles são contra:  
Se em projetos como o do Alqueva a criação de albufeiras pode estimular o surgimento de negócios na área do turismo, noutras centrais hidroelétricas os benefícios económicos futuros são mais incertos. No caso do GEOTA  - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente - uma das

domingo, 26 de junho de 2016

Um século de energia em Portugal

Um retrato, em números, da evolução das fontes de energia que alimentaram
o desenvolvimento do país

A propósito dos 100 anos de energia em Portugal, o jornal Público disponibilizou esta informação gráfica que, no original, é interativa. Seguindo o link, podemos verificar, por exemplo, que, em 1915, a capacidade elétrica instalada era reduzidíssima e tinha origem na térmica fóssil e na hídrica, respetivamente, 8 e 2 MW. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Jacintos invadem margens do Cávado

Foto: Wikipedia Commons
Sónia Balasteiro (edição de 24/09/2015 do jornal Sol), revela a presença de uma ampla proliferação desta espécie botânica que, de acordo com a associação Quercus, será uma consequência do calor . Obviamente que, a agravar os efeitos do calor, acrescenta-se a falta de chuvas que tem marcado este ano. Porque é uma má notícia a propagação desta planta?
O problema é que os jacintos de água criam uma espécie de tapete que, muitas vezes, cobre totalmente a superfície da água. E (...)“faz com que a luz incidente seja reduzida, diminuindo assim a qualidade da vida aquática, levando em muitos casos à eutrofização [excesso de nutrientes ricos compostos químicos ricos em fósforo

domingo, 13 de setembro de 2015

Seca já custou este ano 470 milhões de euros ao setor elétrico

Barragem da Venda Nova - Foto Sérgio Granadeiro
Miguel Prado (edição de 12/09/2015, semanário Expresso), noticia o prejuízo que, a falta de chuva, provocou já, este ano, na produção de energia; 41% a partir das grandes barragens (produção hídrica) e 7,5% dos aerogeradores (produção eólica). Em contrapartida, as centrais termoelétricas, a carvão, viram a sua produção aumentar 37%.   
Para além das consequências ambientais serem agravadas pela seca, os custos a pagar pelos consumidores pode ser afetado pelas contigências de um clima de grande variabilidade interanual.
http://expresso.sapo.pt/economia/2015-09-12-Seca-ja-custou-este-ano-470-milhoes-de-euros-ao-sector-eletrico

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EDIA confirma mancha de jacinto-de-água a três quilómetros do Alqueva

Planta invasora prejudica a qualidade da água
Paulo Ricca/Arquivo
Carlos Dias (edição de 25/08/2015, do jornal Público) dá conta de mais um exemplo de eutrofização que, face aos dados recolhidos, poderá afetar as águas da albufeira do Alqueva.
Considerada  "uma das mais perigosas e resistentes pragas aquáticas do mundo" a mancha de jacinto-de-água "encontra-se, neste momento, a cerca de três quilómetros do início da albufeira do Alqueva (na zona da ponte da Ajuda), apesar da Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG), entidade responsável pela gestão da bacia do rio ibérico em território espanhol, ter instalado recentemente mais uma barreira para impedir a sua progressão para território português.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Bragança tem nova barragem mas pouca água devido à seca

Fotografia © José Mota / Global Imagens
Com origem na Agência Lusa, o Diário de Notícias (edição de 20/08/2015) publica esta notícia sobre um problema que, embora seja habitual nesta época do ano em muitas localidades do Interior do país, atinge níveis preocupantes neste ano em consequência da seca que afeta o nosso território.
Desejada desde há 30 anos, uma nova barragem, a de Veiguinhas, está concluída para ajudar a resolver as carências crónicas da região brigantina. Porém, devido à falta de chuva, o abastecimento não pode ser efetuado dado que a água armazenada só daria para cerca de 15 dias e 30 mil habitantes.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4737700&page=-1

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Espanha desvia água do rio Tejo

Albufeiras de Entrepeñas e de Buendia registam
 apenas 16% da sua capacidade máxima
João Saramago assina esta notícia  (edição de 18/08/2015, Correio da Manhã) sobre mais um exemplo de desvio de águas fluviais em Espanha. Já se sabe que a falta de chuva é uma das causas da redução do nível de águas nas albufeiras, uma razão natural que não se pode controlar. Óbvio é que, principalmente para as regiões a jusante, é fulcral garantir níveis mínimos de água para não colocar em risco o funcionamento das barragens. Neste caso, a notícia diz que "Por agora, a redução do caudal na parte espanhola não afeta Portugal, mas se a seca se prolongar os efeitos poderão ser diferentes" ( Paulo Constantino, do Movimento ProTejo).
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/20150817_2332_espanha_desvia_agua_do_rio_tejo.html

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Barragens estão com menos água - Seis bacias com níveis abaixo da média dos últimos 23 anos.

André Pereira assina esta notícia (edição de 4/08/2015, do Correio da Manhã) sobre os baixos níveis de água acumulada nas albufeiras das nossas barragens. Os valores mencionados respeitam ao mês de julho e têm origem no IPMA. Uma vez mais, constata-se às irregularidades peculiares do clima português reflexo da nossa localização numa faixa de transição entre massas de ar com trajetos variáveis ao longo do ano e de ano para ano.

domingo, 12 de julho de 2015

LNEC lidera projecto europeu sobre efeitos das mudanças do clima na água


Modelo em miniatura de barragens portuguesas
 nas instalações do LNEC, em Lisboa RUI GAUDÊNCIO

Ana Gerschenfeld assina esta notícia (edição de 11/07/2015 do jornal Público) sobre a participação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil num consórcio composto por 20 organizações europeias da Alemanha, Chipre, Espanha, Holanda, Noruega e Portugal. O objetivo do grupo de trabalho "é procurar soluções concretas                                           "é procurar soluções concretas – e adaptadas às diversas realidades regionais – para lidar com o impacto das alterações climáticas sobre os recursos hídricos na Europa e além".
Seis estudos estão previstos, localizando-se, três deles no Norte da Europa  e os restantes no Sul da Europa. Destes, um deles situar-se-á em Portugal. Trata-se da  Região da Lezíria do Tejo.  “Esta zona [portuguesa] é principalmente abastecida pela barragem de Castelo de Bode” ... “mas também por aquíferos”. Inclui zonas agrícolas, zonas naturais, cidades – e constitui segundo ela um problema adicional que vai representar “um grande desafio”: a influência da água do mar sobre o rio Tejo e a zona envolvente, “onde a salinidade do solo e da água estão a aumentar”.

sábado, 13 de junho de 2015

Águeda desvia o rio para acabar com as cheias na cidade

Foto: Lisa Soares / Arquivo Global Imagens
Na edição de 18 de maio de 2015, o Jornal de Notícias publicava esta informação que vai ao encontro da temática sobre os recursos hídricos. Repare-se que são vários os pontos do programa da Geografia que se podem explorar a partir da leitura do texto, tais como, a variabilidade da precipitação, quer ano a ano, quer dentro dos 12 meses do ano, o uso indevido do espaço (construção de pontes, estradas, aterros, construções nos leitos de cheias), a falta de planeamento urbano, assim como o papel dos fundos comunitários no apoio a obras de montante elevado.
Para evitar as cheias  que, frequentemente, causam elevados prejuízos na Baixa da cidade, consequência dos caprichos da Natureza e a imprudência dos homens, está a ser construído um canal artificial com 22 metros de largura por 800 metros de comprimento.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Açude de 10,5 milhões de euros é armadilha mortal para peixes no Tejo

Açude de Abrantes
João Batista (Diário de Notícias, 14/04/2015) notícia mais um desastre ambiental com causas diversas, uma, de origem natural - a seca que se faz sentir em Portugal e, outras, de origem humana - a construção do açude e o desvio das águas do Tejo pelos espanhóis.
Trata-se de um exemplo de intervenção humana que, como acontece frequentemente, só à posteriori se revela um erro de opção humana. Ao interferir no curso natural do rio impede-se a passagem dos peixes com reflexos negativos, para as espécies atingidas, e para a própria economia local.

sábado, 12 de julho de 2014

As sete barragens que o país não precisa.

Em 2007, foi lançado o Plano Nacional de Barragens com a previsão de sete novas barragens localizadas no Norte do país. Hoje, apenas a de Foz Tua está em construção. Há duas correntes de opinião opostas quanto ao interesse na concretização deste plano. 
Quem é a favor diz que "novas barragens vão produzir mais energia renovável, vão ajudar a baixar os níveis de dióxido de carbono, vão contribuir para baixar as importações de combustíveis fósseis (de carvão e gás natural) para as centrais térmicas que integram o sistema eletroprodutor". Entre os que são contra, há os ambientalistas que defendem a paragem da única obra em construção e a suspensão do próprio plano, uma vez que, se têm verificado "quebras sucessivas na procura de eletricidade, há falta de fontes de financiamento" no atual contexto de crise económica e financeira e seria a oportunidade de conservarmos os últimos rios selvagens em Portugal.
 

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