sábado, 13 de fevereiro de 2016

Algarve teme vir a ser uma “janela” com vista para as plataformas petrolíferas

Idálio Revez (edição de  13/02/2016, jornal Público) assina este artigo sobre os impactes que podem surgir caso se concretizem os diversos projetos de prospecção de petróleo e gás natural na região do Algarve. Sendo o turismo a grande fonte de criação de riqueza nesta região, os seus habitantes, portugueses e muitos
estrangeiros lá residentes, temem pelos estragos paisagísticos e de qualidade de vida que podem advir da atividade prevista. E, se é verdade que, há muito, se registam manifestações contra estas intervenções, o certo é que, após tomarem conhecimento de autorizações concedidas para que as prospecções se estendam a alguns concelhos, o tom dos protestos recrudesceu. 
A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) - um movimento                                                   é um dos exemplos de intervenção cívica que procura congregar os cidadãos interessados em fazer eco do descontentamento.
Criado no mês de março de 2015. o PALP quer:
- Alertar a população para os riscos que resultarão da exploração dos hidrocarbonetos;
- Incentivar o debate público para as consequências para a região algarvia;
- Exigir a elaboração do estudo de impacto ambiental, social e económico;
- Pressionar o Estado para publicar toda a informação para que o processo seja transparente.
“Alguém vem passar férias para abrir a janela e ver uma plataforma
 [petrolífera]?", pergunta a activista Sara Kellen 
MELANIE MAPS



Público (13/02/2016)




 

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