domingo, 7 de fevereiro de 2016

Os Poços da Broca da Serra da Estrela e o Carlos, o truticultor dos mil ofícios

POÇO FUNDEIRO O poço da broca da aldeia de Muro, 
na ribeira de Loriga, tem nome próprio. É uma lagoa 
grande e muito bonita. 
JOÃO PAULO GALACHO
No semanário Expresso (edição de 25/12/2015), na secção Multimédia, com autoria de João Paulo Galucho (texto e imagens), Carlos Paes (infografia) e João Santos Duarte (edição vídeo), surge este artigo que pode ser encarado como mais um contributo para consolidarmos a ideia de um Interior do país onde se encontram diversos exemplos de intervenções no meio natural com o objetivo de valorização dos recursos endógenos. É o caso da existência dos Poços da Broca localizados nos vales das Ribeiras de Loriga e de Alvoco na região da Serra da Estrela. Segundo nos é descrito no texto, há mais de dois séculos alguns habitantes desta região decidiram abrir um canal e obrigar as águas da ribeira da Loriga seguirem um novo percurso permitindo, com este desvio, obter campos de grande fertilidade. Face ao êxito desta intervenção, várias aldeias adotaram metodologia semelhante. Tratando-se de uma área rochosa com desníveis frequentes, no novo leito foram-se formando cascatas cujas águas se despenhavam para poços que, ano após ano, cresciam em extensão e em profundidade. Hoje, os cinco poços assim criados, de difícil acesso, oferecem espelhos de água que servem como piscinas naturais. Alguns dos ribeiros, secam no verão.
Apesar do despovoamento incrementado com o êxodo rural e a emigração dos anos sessenta do século XX, alguns regressos têm-se registado. É o exemplo de Carlos Jesus de Brito, um criador de trutas que decidiu voltar para a sua terra depois de ter estado alguns anos na Suíça. Para além de as criar, serve-as no seu próprio restaurante acompanhadas pelos legumes da sua horta.
http://expresso.sapo.pt/multimedia/2015-12-25-Os-Pocos-da-Broca-da-Serra-da-Estrela-e-o-Carlos-o-truticultor-dos-mil-oficios
 

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