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Intitulada Do Objecto Reinventado à Cidade Reinventada, a conferência destinou-se a discutir o presente e o futuro da cidade.
Da noção clássica da cidade como "ovo estrelado" - um núcleo limitado pelas fronteiras geográficas do município, um microterritório materializado na paisagem, distinto da noção atribuída ao meio rural envolvente - o geógrafo Álvaro Domingues defendeu a ideia da noção de "cidade ovos mexidos", isto é, um espaço de características urbanas que ultrapassa "as suas fronteiras territoriais". A esta mudança de paradigma o professor atribui responsabilidades à evolução da tecnologia que tem permitido, à cidade, a sua expansão numa rede mais vasta à escala global, que vai além da sua geografia. A urbanização, tal e qual a conhecíamos, foi viável apenas por uma questão de restrição tecnológica “limitadora da mobilidade e do funcionamento das actividades e dos edifícios”, considera Domingues. Actualmente, a tendência é a do “aprofundamento da condição tecno-humana e a cada vez maior articulação entre sistemas que partem da escala local para a global”.
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/arquitectura-1736784
Ligações para destaques constantes no texto da notícia sobre a conferência, nomeadamente, sobre o projeto de recuperação do antigo matadouro em Campanhã e a recuperação das antigas instalações da Real Vinícola em Matosinhos. A regeneração urbana foi uma das ideias defendida no encontro.
