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| "As estatísticas confirmam: este país é para velhos" |
O envelhecimento é um dos problemas cruciais do século XXI.
Um problema que afeta muitos outros países. Como dizem, também, os referidos autores as sociedades desenvolvidas transformaram-se em sociedades envelhecidas.
Isso mesmo é evidenciado, igualmente, pela observação dos mapas demográficos europeus revelados em artigo do jornal Dinheiro Vivo: em 2014, só o Chipre, a França e a Itália apresentavam uma população de idade média superior a Portugal e, em onze dos 28 Estados Membros, a média etária era superior à média comunitária, 42,2 anos.
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| dinheirovivo.pt |
Regressando ao estudo atrás mencionado e à sua introdução, é possível destacarmos mais alguns pormenores que reforçam o contexto problemático do envelhecimento populacional em Portugal.
Por exemplo, e seguindo uma escolha pessoal, podemos ler que:
- As últimas décadas do século passado registaram um aumento ininterrupto do número de pessoas idosas;
- Os factores responsáveis pelo envelhecimento são :
- A queda da fecundidade
- O aumento da esperança média de vida
- A fortíssima emigração das décadas de 60 e 70
- Em 2050, 3 em cada 10 residentes em Portugal terão 65 ou mais anos;
- Em princípio, o envelhecimento é considerado um fenómeno positivo, quer para os indivíduos, quer para as sociedades, pelo que significa de progressos realizados pela humanidade em termos económicos, sociais e biomédicos;
- Todavia, o envelhecimento não deixa de ser um paradoxo devido a uma série de consequências complexas e mesmo gravosas para o tipo de sociedade dita ocidental;
- Plano individual, conclui-se que:
- Maior longevidade, traz mudanças radicais do quadro de vida no que respeita
- ao estado de saúde
- à participação na sociedade
- Viver mais, significa estar mais exposto a
- doenças crónicas
- declínio das redes pessoais e sociais
- problemas acrescidos de falta de autonomia e dependência dos outros
- aumento da limitação da sociabilidade familiar ou de vizinhança
- acentuação dos riscos de vulnerabilidade do estado de saúde, do isolamento social e de solidão própriamente dita, da dependência não só física e mental como também económica
- aumento do risco de estigmatizarão em relação "aos velhos".
- Plano colectivo, verifica-se que:
- O envelhecimento coloca enormes exigências às relações interoperacionais
- agrava os desequilíbrios entre activos e não activos
- acentua as assimetrias entre jovens e idosos
- aumenta os riscos inerentes à sustentabilidade dos sistemas de saúde e da segurança social
- questiona o lugar da velhice na sociedade.

