terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Demografia chinesa em declínio "imparável" dentro de 10 anos

Espera-se que a população da China encolha ligeiramente,
mas envelheça significativamente até 2050
 Segundo relatório divulgado pela Academia Chinesa de Estudos Sociais, prevê-se que, no ano de 2065, a população chinesa atingirá 1.172 milhões de habitantes. Se assim for, significará que, em 36 anos - de 2029 a 2065  - haverá uma redução de 18,6% da população total. De facto, a referida instituição considera que a população crescerá até 2029, ano em que registará o número  mais elevado de 1.440 milhões, e, a partir dessa data, entrará em "declínio". Lembremos que, em Portugal, tal percurso já se iniciou e, de modo idêntico,  antevê-se uma perda real do número de habitantes no nosso território (de acordo com cenários traçados pelo INE a população diminui de 10,5 milhões, em 2012, para 8,6 milhões de pessoas, em 2060).

A taxa de fertilidade da China era de 1,6 nascimentos por
mulher em 2016

Mary Gallagher, professora de política na Universidade de Michigan, afirmou "O governo (chinês) agora enfrenta um colapso demográfico colossal, à medida que a população trabalhadora diminui e a população envelhecida se expande rapidamente. Também carece de um programa de seguro social que possa apoiar adequadamente o envelhecimento da população". Como podemos constatar, continua a existir um certo paralelismo entre a demografia chinesa e a demografia portuguesa, mais, entre a generalidade dos países ditos desenvolvidos ou em rápido desenvolvimento económico e mudança socia
Que fatores justificam a evolução atual e futura do país mais populoso do mundo?

  • 1979: imposição da "Lei do planeamento familiar" com a aplicação da política do filho único para retardar o crescimento populacional com o objetivo de controlar a natalidade
  • clivagem cfrescente entre géneros, particularmente nas áreas rurais, com a prática frequente de infanticídio feminino
  • 2016: autorizado o limite de 2 filhos por casal num esforço para rejuvenescer a população de 1,4 mil milhões de idosos
Quebra acentuada da natalidade, envelhecimento notório da população redução da população ativa são as consequências das sucessivas políticas imperativas e sancionatórias  que vigoraram na China e que levam as autoridades presentes a repensar a anterior política de planeamento familiar.





 

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