sábado, 22 de abril de 2023

Infografia: Trabalhadores transitaram para os serviços

 A Pordata, assinalando cindo décadas de democracia, deu início à publicação de infografias que pretendem traduzir as principais alterações ocorridas, no país, desde a década de 70 do século XX até ao presente. Nesta primeira síntese, constata-se a mudança no tipo de economia nacional. Em 1974, a população ativa distribuía-se, grosso modo, pelos três setores de atividade com um ligeiro predomínio do setor primário. Em 48 anos, este setor tornou-se minoritário (apenas 3% de ativos) e a economia enveredou pelos serviços que, com 73% dos ativos, é, hoje, dominante.

Como se confirma pelo gráfico ao lado, elaborado com dados selecionados e extraídos da Pordata, as maiores alterações na composição percentual da população empregada (conceito estatístico variável no tempo e da responsabilidade do INE) evidenciam-se, inversamente, entre os setores primário e terciário. No setor primário poder-se-á aludir, como causas, o surto emigratório iniciado nos anos 60 do século XX, o consequente abandono dos campos, o despovoamento crescente do interior e a atração pelo modo de vida urbano em detrimento da vida no campo, cada vez menos valorizada pelos serviços essenciais de uma população escassa, envelhecida e com peso eleitoral insignificativo. E, mesmo, nos casos em que a agricultura é atividade económica principal e assume caráter empresarial, a busca do lucro impõe uma produtividade alta e, portanto, a substituição da mão-de-obra pelas máquinas e o recurso a um número escasso de trabalhadores.
Mecanização é, igualmente, um fator que justifica a expressão já atingida pelo setor dos serviços. Mais precisamente, a automatização. Com a modernização dos meios de produção e com a substituição de mão-de-obra na indústria, é o vasto e heterogéneo setor dos serviços que "abre" as portas aos ativos dos outros setores. Estamos numa economia internacionalizada, interdependente, altamente competitiva e assente num paradigma cada vez mais digital, um sistema mundo que exige conhecimento e investigação e, portanto, gerações de jovens capazes de criar novas soluções num curto espaço de tempo. A crescente visibilidade deste setor de atividade económica é, por isso, em países ditos evoluídos, o reflexo da existência de redes de transportes e comunicações densas e diversificadas, de um comércio variado e capaz da satisfazer uma população consumidora exigente, de serviços escolares e de saúde capazes de cobrir as necessidades da população, etc. e, ainda, um número significativo de atividades que, pelas suas exigências formativas académicas, são consideradas como devendo constituir um setor económico à parte, o setor quaternário. Aqui, a automação é o patamar atingido e uma das razões para a imperiosa necessidade de trabalhadores altamente classificados e especializados. Ora no setor terciário está incluída uma tal panóplia de atividades que, muitas delas, não são tão exigentes quanto outras. Mas, a presença das máquinas, a automação dos procedimentos, são motivos bastantes para que todos nós, uns mais facilmente que outros, nos mantenhamos abertos à aquisição e melhoria de competências. 
Esta reportagem da SIC Notícias reforça a realidade que vivemos atualmente com a emergência das NT no dia a dia das populações:

 

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