sexta-feira, 10 de março de 2017

Que mapa da população mundial se prevê em 2050?

Revista Montepio, Outono 2016
Com o título "A Encruzilhada da Longevidade", Rita Vaz Silva (Revista Montepio), escreve sobre a problemática gerada pelas tendências demográficas atuais, quer a nível mundial, quer a nível de Portugal. Com um cenário real de aumento da longevidade inquestionável, as preocupações socioeconómicas e políticas que se colocam suscitam uma miríade de interrogações quanto ao futuro e ao modo como solucionar os problemas para os quais, "até há pouco tempo", não nos confrontávamos. Citando a referida autora:
  • A esperança média de vida pouco se alterou entre o aparecimento do homem moderno, há 200 mil anos, e a primeira metade do século XX.
  • Durante milénios, os seres humanos viveram, em média, 35 a 45 anos.
  • Em 1950 ... a esperança média de vida à nascença, a nível global, era de 48 anos. Atualmente, é de 71 anos.
  • O envelhecimento acelerado ...é um capítulo ainda muito curto (...) 
  • (...) diminuição da população ativa e contributiva, coloca desafios significativos à economia, à organização social e à sustentabilidade dos sistemas de proteção social e de saúde.
  • Foi a partir da década de 60 do século passado, com a melhoria das condições de vida, o acesso generalizado a cuidados de saúde e a redução da mortalidade infantil, que ... longevidade e envelhecimento da população ... dispararam em flecha.
  • (...) em 2020, pela primeira vez em toda a história da humanidade o mundo terá mais pessoas com 60 anos do que crianças até aos 5 anos.
  • Portugal não escapa à tendência ... a taxa de fecundidade é uma das mais baixas do mundo, 1,3 filhos por mulher (...)
  • (...) em 2040, (será) um dos países mais envelhecidos da União Europeia e o 4º a nível mundial com mais idosos (atrás do Japão, Coreia do Sul e Espanha) ...
  • Cada vez mais portugueses receberão pensões e por períodos mais longos, porque a esperança média de vida aos 65 anos, será maior.
  • O decréscimo da força de trabalho e o envelhecimento têm, e continuarão a ter, um impacto direto na sustentabilidade dos sistemas de proteção social, nomeadamente nas pensões e no sistema nacional de saúde.
A figura acima sintetiza o que as projeções apontam para 2050: um envelhecimento que se consolida e as despesas económicas que  crescem, dois fenómenos humanos que exigem respostas a governos, agentes económicos e cidadãos.
Vejamos:
  • Em 2050, 1 em cada 5 pessoas terá mais de 60 anos:
    • 1 em cada 8 em 2015
    • 1 em cada 6 em 2030
  • O grupo etário que mais crescerá será o dos idosos acima dos 80 anos:
    • 125 milhões em 2015
    • 202 milhões em 2030 (mais de 61,6 %)
    • 434 milhões em 2050 (mais de 114,8%)
  •   O Índice de Dependência de Idosos em Portugal agrava-se:
    • 24% em 2000
    • 30,7% em 2014
    • 54% em 2050
  • Os gastos do PIB português agrava-se com o envelhecimento dado o volume de pensões e as despesas de saúde:
    • 20% do PIB em 2015
    • 24 a 30% em 2050.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 
 

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