segunda-feira, 14 de março de 2022

Água, um bem essencial, deve ser privatizada?

 

Chile, leito seco do lago Aculeo
É um tema premente e que merece a nossa atenção. Há alterações climáticas desde que a Terra foi evoluindo para se tornar o sistema fechado habitável que conhecemos. Neste já longuíssimo percurso, vários acontecimentos sucederam-se e continuarão a existir em ritmos cíclicos.  Os estudiosos falam de ciclos, por exemplo, os ciclos biogeoquímicos (processos naturais em que os elementos químicos circulam entre os seres vivos e o meio ambiente) como o do carbono ou o da água e referem, também, o ciclo das rochas. São processos naturais que envolvem diversos fatores condicionantes. Entre estes, o homem ocupa o seu lugar. Nuns casos, poderá ter um papel pouco significativo. Noutros casos, a sua presença, ou melhor, o efeito da sua influência, pode ser decisiva e o resultado reprovável. É o caso da água, um bem cada vez mais escasso. 

Não esqueçamos o seguinte. A água que havia no tempo dos dinossauros é a mesma que a água dispõe hoje. Qual é a diferença? O comportamento do ser humano! Quando as opções que se tomam colocam, , em primeiro lugar, os interesses económicos ao serviço da política, frequentemente, acabam por originar graves e, por vezes, irreversíveis, consequências.

É o caso desta notícia sobre o desaparecimento do lago Aculeo. De local paradisíaco de águas transparentes e cheias de vida, de forte atração turística e fornecedor do bem essencial para a vida das populações locais, o lago está reduzido a um leito seco e gretado. Mesmo com as identificadas alterações climáticas, os estudiosos concluíram que, a principal causa para este "desaparecimento", foi a decisão política de tornar legalmente viável a privatização da água.

Discutamos, então, esta problemática. Coloquemos de lado as opções políticas. Dada a importância vital da água façamos um esforço para, como cidadãos, refletirmos e pesarmos se devemos assumir o papel de espectadores ou de agentes de uma cidadania ativa.

A água pública é de todos!


 

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