| Vilarinho de Negrões (Público) |
- recorrente (como um organismo vivo, o planeta Terra sofre mutações, as que observamos diretamente, as que os meios de comunicação nos relatam, as que os estudiosos do "passado" - geológico, paleontológico, histórico - concluem das suas pesquisas)
- intermitente (há lugares onde, a seca, não é permanente e alternam com anos menos áridos ou mesmo húmidos; há outros que, no curto período de vida humana, mesmo que centenária, são identificadas como desérticas, sem água)
- espacialmente localizado (conhece-se e situa-se num planisfério os desertos que existem. Todavia, onfrontamo-nos, hoje, com cada vez mais incerteza, a comportamentos climatológicos que apontam para novos locais onde a frequência da seca, antes espaçada, se revela mais frequente e menos espaçada temporalmente).
Portugal, pela sua posição geográfica entre as massas de ar tropical e polar, ora afetado pelo Anticiclone dos Açores, ora pelas superfícies frontais circulando a latitudes mais baixas do que as Ilhas Britânicas, vem registando uma tendência mais acentuada para anos mais significativamente marcados por registos de reduzida precipitação.
O jornal Público colocou à disposição dos leitores um interessante artigo interativo sobre esta temática.
O Observador, por sua vez, disponibilizou um conjunto de imagens sobre o mesma tema mas, neste caso, sobre o Lago Powell, o maior reservatório artificial criado nos EUA, localizado no Rio Colorado, entre os estados do Utah e Arizona.
Durante anos, este lago foi o primeiro reservatório em água acumulada, em profundidade e em área ocupada. Mas, como se vê pelo gráfico, além da flutuação registada no volume de água ao longo dos anos, os últimos têm sido marcados por quantidades de água decrescentes. Para além da sua localização numa vasta região, por si árida, as consequências das alterações climáticas são, também, uma evidência nesta extensa área.Como as imagens mostram, é enorme a extensão deste reservatório e, pela coloração mais esbranquiçada, verifica-se as oscilações do nível da água acumulada. Para além da importância vital da água para a manutenção da vida, animal e vegetal, esta região tem sido o sustentáculo de diversas atividades humanas, nomeadamente, o turismo e a prática de uma grande diversidade de desportos aquáticos. Contudo, o futuro é preocupante e, a agravar-se as tendências de escassez de água, poder-se-á chegar ao ponto de não retorno.