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| "Alcance global" |
Aqui se pode vislumbrar já uma diferença entre os conceitos periférico e perificidade. Estar situado na periferia - ser periférico - não significa necessariamente que resulte numa perificidade diminuída. Pode suceder que, mesmo sendo periférico, um lugar, um país, etc. tenha a capacidade de usar a sua condição marginal no espaço para potencializar a sua qualidade periférica.
Leia-se, a este propósito, um trecho extraído de um artigo "postado" por MariaGustava dos Santos num blog acerca de Bragança:
Bragança também pertence à Associação do Pacto do Eixo Atlântico, juntamente com mais 17 concelhos do Noroeste Peninsular, a qual objectiva uma aproximação de relações apostando na implementação de estratégias sócio-económicas e sócio-culturais comuns entre o Norte português e a Galiza.
Constituiu-se em 1999 a nível político, uma importante ligação de cooperação com a vizinha Espanha, através da qual Bragança se assume como uma cidade-chave de um espaço europeu particular inserido noutros de maior dimensão, o Arco Atlântico e a União Europeia.
A localização no extremo mais nordeste do país faz com que Bragança tenha tido ao longo dos anos uma dupla posição geográfica periférica, a nível nacional e a nível regional.
Esta perificidade foi atenuada pelo facto de ser capital de distrito e sede de concelho, o que conduziu a uma polarização sobre a sua envolvente externa como centro político, administrativo e populacional, encontrando-se em Bragança a sede de algumas entidades e associações de cariz regional e delegações e direcções regionais da Administração Central. No entanto, só com uma boa acessibilidade e com a melhoria das condições urbanas e ambientais, que promovam a sua competitividade, é que a localização de Bragança pode deixar de ser um factor de constrangimento, para se tornar um fator de potencial desenvolvimento.
